segunda-feira, 13 de maio de 2013

Hegemonia do PMDB ameaçada no Rio



Sondagem do partido mostra o deputado federal Anthony Garotinho (PR) com 25% a 27% da preferência do eleitor, Lindbergh Farias (PT) com 17% e  Luiz Fernando Pezão (PDMB) com 15%; já as pesquisas do PR apresentam Garotinho com 30% a 33% das intenções de voto, seguido pelo petista (19%), pelo senador do PRB Marcelo Crivella (14%) e então pelo peemedebista (10%)

A frente do governo do Estado, com Sérgio Cabral, e da prefeitura do Rio, com Eduardo Paes, o PMDB deve enfrentar um cenário bem distinto nas eleições de 2014.
O PDT sonda a possibilidade de o deputado federal Miro Teixeira entrar na disputa de 2014.
Atualmente, o partido perdeu seu maior aliado, o PT, com a insistência de lançar a candidatura do senador Lindbergh Farias.
Do lado da oposição, o ex-prefeito e agora vereador Cesar Maia (DEM) deve representar a aliança DEM/PSDB.
Mas o maior o maior temor do partido na briga pelos votos ao Palácio Guanabara ainda é o deputado federal e ex-governador Anthony Garotinho (PR), face ao candidato peemedebista, o vice-governador Luiz Fernando Pezão, pouco conhecido do eleitor.
Segundo Garotinho, pesquisas do PMDB mostram sua candidatura com 25% a 27% da preferência do eleitor, Lindbergh com 17% e Pezão com 15%. Já as sondagens do PR apresentam Garotinho com 30% a 33% da preferência do eleitorado, seguido por Lindbergh (19%), o senador do PRB Marcelo Crivella (14%) e Pezão (10%).
Em entrevista ao Valor, o ex-governador diz que ainda não decidiu se fará campanha junto à base aliada do governo federal ou buscará o apoio de partidos da oposição, uma decisão que o PR deixará a cargo das direções estaduais. Garotinho não promete fidelidade à presidente Dilma Rousseff e afirma que sua candidatura tem sinergia tanto com o PT quanto com o PSDB.
"Não temos nenhum compromisso de apoiar a presidente Dilma no Rio de Janeiro. O nosso compromisso com ela foi nacional", afirma. "Não estou dizendo que não serei [candidato da base], mas, no Rio, o compromisso que eu poderei ter com ela vai depender do compromisso que ela poderá ter ou não comigo".

MARINA APELA AO STF, MAS NÃO CONSEGUE ASSINATURAS



A ex-ministra e presidenciável Marina Silva voltou a afirmar neste fim de semana, em visita a Montes Claros (MG), que se o Projeto de Lei que restringe benefícios a novos partidos, em tramitação no Congresso, for aprovado no Senado, ela recorrerá à Justiça. Sua intenção é entrar com uma ação indireta de inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal, onde ela inclusive já esteve com o presidente Joaquim Barbosa, num encontro que marcou um ponto contra a democracia (leia mais em Marina se curva ao STF e encolhe a democracia).
Acontece que, mesmo desesperada para tentar reverter o PL 4.470/12, que limita o acesso de novos partidos aos recursos do Fundo Partidário e ao tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão, Marina ainda está longe de conseguir o apoio necessário para o registro de sua legenda, a Rede Sustentabilidade, criada principalmente para lançá-la à presidência da República em 2014. De acordo com a Lei dos Partidos, de 1995, um partido precisa de 0,5% dos votos válidos da última eleição – descontando brancos e nulos. Atualmente, um total de 492 mil, portanto.
Como lembra reportagem do Valor Econômico desta segunda-feira, a coleta, de acordo com a lei, não tem muitas exigências. É liberada até a compra de apoio – por meio de brinde ou dinheiro – e não obriga a divulgação dos financiadores ou de gastos. E Marina, mesmo diante dessa legislação pouco exigente e já tendo ido atrás de celebridades como Caetano Veloso e Gilberto Gil, está longe de cumprir a tarefa. Até o início deste mês, foram colhidas 263,5 mil assinaturas, bem abaixo da meta de 300 mil prevista até abril. O prazo final para disputar as eleições do ano que vem é que o partido esteja registrado até 6 de outubro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sendo que a tramitação na Justiça leva cerca de dois meses.
O processo pode demorar ainda mais se houver problemas nas assinaturas. Presidente provisório do Solidariedade, sigla em formação criada pelo deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, exemplifica o drama: "Normalmente, perde-se cerca de 40% das assinaturas", diz. "Sempre há problemas com a grafia da assinatura, com eleitores que estão com o título irregular, assinam duas vezes ou simplesmente não fornecem os dados verdadeiros", explica. O deputado federal Walter Feldman (PSDB-SP), coordenador do Rede, garante, no entanto, que o prazo não é uma preocupação do movimento. "Lançamos o partido em 16 de fevereiro e só em março nos organizamos para a coleta. Agora, com a estrutura ajeitada, poderemos alcançar o necessário até junho", diz.
Fonte: Brasil 247